Legal Operations viabilizando a transformação digital na advocacia.

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Com o mercado atual exigindo cada vez mais qualificação de seus profissionais e a transformação digital já atuando como realidade, um dos setores que vem ganhando cada vez mais tração no Brasil é o de Legal Operations, e ele está viabilizando a transformação digital nos escritórios de advocacia.

Cenário atual.

O mercado está cada vez mais saturado, o profissional do direito vive uma realidade de alta competitividade, por isso estar atualizado com o cenário digital é uma forma de enfrentam as muitas barreiras de iniciar e manter a carreira na advocacia. O advogado além de especialista do direito, precisa compreender os desafios e as oportunidades que a transformação digital impõe.

A transformação digital e a advocacia 4.0, são temas que tem trazido muitos benefícios para a gestão jurídica. É importante ter em mente que a transformação não irá substituir o advogado. Este novo contexto tem a função de proporcionar agilidade e controle sobre demandas operacionais, permitindo que o profissional atue plenamente dedicado a suas funções mais relevantes, que exigem criatividade e técnicas jurídicas atreladas a prestação de serviços, valores essenciais frente aos concorrentes.

A transformação digital vem tomando forma, se intensificou a partir de 2017, e tornou-se essencial em 2019. O mundo encontrou novos desafios com a chegada da pandemia. Antes de todos os acontecimentos, era flagrante a resistência dos escritórios, por exemplo, em relação a contratos digitais – eles eram barrados pelas áreas de compliance sem motivos concretos, mas tornaram-se um processo padrão devido as mudanças impostas. Isso é apenas uma das diversas evidências de como nós nos adaptamos rapidamente.

Escritórios tradicionais, e profissionais renomados, que antes tinham suas resistências frente as tecnologias, já perceberam que ao não adaptar-se gera um alto risco, e portanto é inadmissível não contar com ela inserida na rotina. É certo que o seu concorrente mudará, e naturalmente te forçará a mudar também. A regra do mercado é a evolução.

Departamentos de tecnologia em escritórios de advocacia.

Não basta apenas possuir um bom departamento de TI, um programador por melhor que seja não irá solucionar todas as demandas que um departamento de tecnologia necessita. A transformação digital não é apenas um Hype momentâneo, ela já está inserida e o futuro foi antecipado pela pandemia. Existe uma série de oportunidades dentro deste contexto. Novos tempos, novas soluções. Portanto este departamento vai muito além do técnico, ele deve ser um ecossistema focado em inovação.

Saiba quais são as 8 perspectivas da transformação digital:

1 – Pessoas e cultura (Agente da transformação: Cultura organizacional e pessoas na era digital);

2 – Consumidores (Consumidores na era digital);

3 – Concorrência (Disrupção de mercados e habilidade pelo Digital);

4 – Inovação (Movimento enxuto e crescimento ágil de negócio);

5 – Processos (Tecnologias digitais para aumentar a produtividade, reduzir custos e maximizar receitas);

6 – Modelos de negócio (Novos modelos de negócio, ofertas baseadas em serviços e produtos conectados);

7 – Dados (Organizações orientadas a dados e aspectos regulatórios do uso de dados);

8 – Tecnologias habilitadoras (Blockchain, big data, IOT, Inteligência artificial, entre outras).

Tendências.

Legal design thinking – Metodologia ágil, kanvas;

Produtos e serviços – Novos maneiras de ofertar soluções;

Ciência de dados no direito – Processos internos e tomada de decisão baseada em jurimetria;

Visual law – Assim como em outras profissões, o direito possui uma linguagem característica, e nesse sentido o visual law trabalha com outras formas de melhorar a assimilação de conteúdo;

LGPD – Efetivamente em vigor, em um país que é campeão mundial de ataques cibernéticos, fruto de muitos anos de negligência na segurança da informação.

Oportunidades profissionais.

Para Eduardo Tardelli, investidor anjo e sócio-diretor executivo da Uplexis, a implementação do setor de Legal Operations é a solução para este cenário tecnológico dentro do direito.

Saiba mais sobre o que é legal operations.

Um escritório possui muitas demandas burocracias e tem necessidades reais de consolidar fluxos processuais. Assim o advogado pode de fato realizar suas tarefas de forma plena. Para essa mágica acontecer, o escritório precisa de pessoas e processos para viabilizar os pilares do setor de Legal Operations (financeiro, RH, comercial, marketing e tecnologia).

Como é a estrutura de um escritório que está implementando o Legal Operations?

Será um processo que irá evoluir com o tempo;

Toda a atividade que não seja jurídica está a cargo deste setor.

No detalhe do legal operations.

Vendas e comercial – Seu cliente está no digital, e isso é pilar fundamental para o sucesso do seu escritório;

Financeiro e BI – Faturamento e controle baseado e dados;

Tecnologia – Além do datacenter. Setor vital para discutir sobre inovação, tendências, segurança da informação (LGPD);

Sucesso do cliente – Ouvir e perceber seu cliente;

Marketing – Definição de estratégias e controle. Além de comunicar-se de forma eficiente;

People Success – RH que vai além do departamento pessoal. Esse time deve olhar para cultura e ambiente organizacional;

Produtos e prototipação – Pensar, prototipar e testar. Posteriormente viabilizado, escalar;

Compliance e Auditoria- Estabelecimento de regras processos e procedimentos, seguindo um rigoroso processo de controle.

Competências do legal Operation.

Este departamento irá promover a interação entre as equipes do escritório ou departamento jurídico. Não há mais espaço para ambientes onde existam ilhas de departamentos.

Neste novo contexto surge um profissional extremamente necessário para gerir a operação destes processos que não estejam no escopo jurídico. O CLOO (Chief legal operations officer). Com um perfil muito semelhante ao de um PO (product owner), já consolidado em startups.

Principais Habilidades.

Alinhamento funcional cruzado – (Gestão de talentos);

Governança da informação – (Entender quem acessa, onde a informação está armazenada e quem tem acesso);

Planejamento estratégico – (Ajuda a definir o que é estratégico e o que não é);

Gestão do conhecimento – (Gerenciamento de GED e ECM – biblioteca com livros e autos de forma digital);

Administração financeira – (Controladoria, métricas e resultados);

Suporte de contencioso – (Ex: Suporte de petições);

Tecnologia e processos – (Inovação, tendenciam aplicação de ferramentas de ganho);

Design organizacional – (Entender e definir como as rotinas estão organizadas);

Entrega de serviços – (Definir e gerenciar o processo de entrega);

Análise de dados – (Interpretação e tomadas de decisões assertiva);

Comunicação – (Interna e externa. Como, e através de quais ferramentas eu me comunico com meu cliente);

Vendas – (Processos bem definidos e metas claras e objetivas).

Um profissional que esteja inserido nas rotinas de um escritório, formado ou não em direito é capaz de gerar muito valor na ocupação desta cadeira.

Mercado em crescimento.

Os escritórios, cada vez mais, precisam de pessoas que sejam vetores de transformação. O foco está em se tornar ágil, com um desafio de modificar um escritório tradicional e adequá-lo ao modelo de uma startup, no sentido de ser rápido, escalável, e seus produtos se adaptarem rapidamente as demandas dos consumidores.

Por onde começar?

Identifique qual é o nível de organização de seu escritório. O que está sendo feito de forma manual e que pode ser automatizado para que haja ganhos real.

Qual seu nível de organização? Possui algum sistema de gerenciamento como um Software Jurídico Parametrizável, ou ainda é iniciante?

Seus fluxos de tarefas são automatizados ou manuais?

Possui um sistema que elimina trabalhos repetitivos?

Quais critérios você utiliza para ouvir seus clientes e colaboradores?

Em um universo cada vez mais conectado, busque por informações e saiba que todos devem colaborar para uma transformação digital.

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