Você sabia que seu escritório também pode ter um robô jurídico? Saiba como se aproveitar da tecnologia!

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Todo o escritório de advocacia pensa em ter mais eficiência, certo? Então,  vamos deixar claro que, quando falamos em robôs jurídicos, ou robôs advogados, estamos falando de robôs que irão ajudar a melhor o desempenho do seu escritório e inclusive no atendimento de demandas rotineiras.

Tá, mas como posso então me aproveitar dessa tecnologia?

Os robôs jurídicos que existem atualmente nada mais são do que softwares,  desenvolvidos para automatizar procedimentos, que geralmente são repetitivos e estão na rotina do dia a dia de um escritório. Essas aplicações são mais conhecidas como “bots”,  que simulam ações humanas repetidas vezes de maneira padrão, da mesma forma como faria um robô.

E essas aplicações mais avançadas  são tratadas como robôs jurídicos.  Faz sentido? Então, vamos explicar…

Você já ouviu falar no ROSS? O ROSS  é um robô que utiliza a plataforma de inteligência artificial Watson, para sugerir, por meio de linguagem natural, padrões de jurisprudência e doutrina em escritórios de advocacia, ou também conhecido como um “bot”.

Agora vamos te explicar melhor sobre os bots

A utilização de ”bots” no direito não é uma novidade, desde que os tribunais e órgãos públicos passaram a disponibilizar informações e andamentos processuais em sites na internet, as empresas de tecnologia começaram a fazer aplicações para acessar essas informações. Hoje muitos softwares de gestão disponibilizam as movimentações processuais de forma automática, e alguns, como o CPJ, permitem fazer vários filtros e alertas, permitindo um acompanhamento em tempo real dos andamentos relevantes.

Com a disseminação de informações na internet, os bots se multiplicaram de forma vertiginosa e são capitaneados pelos webcrawlers (robôs de navegação pela internet). Com isso,  a tecnologia utilizada para a produção de bots cresceu na mesma proporção em que as formas de utilização dos mesmos foram surgindo. Então foi preciso uma ação por parte dos principais portais para inibir a utilização dos bots, preservando a performance e a segurança da navegação. Nesse cenário apareceram os “captchas”, solicitações de intervenção do usuário para comprovação de que o mesmo não é um robô, bem como as ferramentas que se propõe a resolver ou burlar esses controles. Caso você não se lembre, são aquelas fotos em que você clica para comprovar que é uma pessoa antes de poder realmente acessar uma página. Muitas vezes isso parece ser chato, mas é necessário para que se tenha a certeza que é uma pessoa real que esta interagindo com a página.

Um novo ciclo de utilização de bots no direito se iniciou nos últimos anos. Com mais de 300 milhões de processos judiciais ativos, e mais de 1,5 milhão de advogado, o Brasil criou o ambiente perfeito para a popularização dos bots jurídicos. Em primeiro lugar, em razão do aumento significativo da utilização de plataformas de gestão online pelos grandes departamentos jurídicos. Em segundo lugar, pela proliferação dos “tribunais eletrônicos”, o que com a pandemia iniciada no ano passado, cresceu ainda mais.

Praticamente todos os grandes demandantes do Brasil – e são centenas de demandantes com mais de 200 mil processos ativos – atualmente utilizam plataformas ou sistemas de gestão de seu contencioso. Em maior ou menor proporção, essas empresas ou órgãos púbicos, além de utilizar ferramentas para gerencias seus processos, disponibilizam aos escritórios de advocacia que contratam, um acesso para que os mesmos recebam informações, e atualizem os andamentos processuais.

É comum que todo o relacionamento entre departamento jurídico e escritório se dê estritamente a nível de sistema, inclusive para questões como pagamentos, avaliações, performance, reembolso, etc. Nestes casos, a integração entre o sistema de gestão do escritório e o do departamento jurídico – por mais que se tratem do mesmo sistema – normalmente só é possível por meio dos bots. Sem eles, toda a troca de informação precisa ser feita manualmente, num trabalho interminável, sujeito a erros, atrasos e muita reclamação dos dois lados. E é para isso que os bots vieram para agilizar e facilitar o dia a dia do advogado, do escritório jurídico e da empresa.

Não é por acaso que  grande parte dos bots desenvolvidos atualmente são voltados para a integração entre os portais jurídicos dos bancos, seguradoras, empresas de telefonia e grandes varejistas, e seus próprios escritórios de advocacia. Apesar de sempre se alardear a parceria entre departamentos jurídicos e escritórios como importantíssima para o sucesso dessa relação, dificilmente os grandes demandantes se preocupam em oferecer um ambiente eficiente para que os advogados ou escritórios possam realizar a troca de informações necessária para o bom gerenciamento da carteira.

Eu meu escritório pode ter um bot desses?

A resposta é SIM!

Com ou sem a anuência de seus clientes, muitos escritórios desenvolveram bots próprios, ou contrataram aplicações de terceiros, inicialmente como uma forma de redução de custos, posteriormente para melhorar a gestão, e em alguns casos, como única forma de continuar a atender o cliente.

No caso dos tribunais eletrônicos, a necessidade de utilização dos bots se disseminou para um número muito maior de escritórios. Isso se deve principalmente às políticas totalmente equivocadas adotadas pelo Poder Judiciário e pelo CNJ.  Como por exemplo, os tribunais, porque nunca se preocuparam em garantir um acesso de qualidade. Aos advogados, que são grandes demandantes, o que poderiam ter feito sem muito custo, mediante liberações de webservices.  Outro exemplo é o CNJ, por permitir uma multiplicidade de sistemas de gerenciamento de tribunais eletrônicos, sem exigir uma mínima política de integração entre os mesmos.

Com a adoção em escala dos tribunais eletrônicos na maioria das comarcas, advogados que militam em mais de um tribunal, passaram a conviver com uma multiplicidade de sistemas, regras de peticionamento, formas de intimações e requisitos técnicos de acesso. Aos poucos a utilização de bots se tornou indispensável para as grandes bancas, seja para automatizar o trabalho, seja para conferir um pouco mais de segurança ao mesmo.

Continua na dúvida de como utilizar?

Há várias empresas que disponibilizam bots para acesso aos tribunais e portais jurídicos. Algumas fornecem ferramentas que são instaladas na infra estrutura do escritório, outras fazem o serviço sob demanda, e há ainda os que disponibilizam os robôs como serviço para ser utilizado a partir de consoles web. Além disso,  os bots podem ser nativos, integrados ou não aos softwares de gestão do escritório. Basicamente os bots funcionam levando informações e documentos de um sistema para o outro, e fazem isso de várias formas, algumas mais artesanais, outras bastante sofisticadas.

Tá! Eu quero ter um bot. E agora?

Existem aplicativos e softwares que permitem que até mesmo leigos, com um pouco de conhecimento, construam bots simples, que podem ser eficazes para algumas tarefas. Já os bots mais sofisticados podem ter regras de integração de acordo com a rotina do cliente, tabelas de equivalência entre informações, filtros, higienização automática e relatórios agendados.

A forma mais fácil de ingressar no universo dos bots jurídicos, é contratar um robô que capture andamentos processuais junto aos tribunais. Há várias empresas, e até mesmo apps, que disponibilizam serviços pelos quais, a partir da numeração única de um processo, fornecem todos os andamentos relativos ao mesmo, com ou sem a documentação correspondente, a agendam um alerta para quando houverem novas inserções.

Hoje, devido à grande diversidade de tribunais eletrônicos existentes, inclusive com várias versões disponíveis do mesmo portal, existência de milhões de processos na numeração antiga, impossibilidade de rastreamento de instancias pela numeração única, e necessidade de login para acesso a determinados dados, dificilmente uma empresa ou app consegue atualmente fornecer informações confiáveis para 100% dos processos em tramite no judiciário. Talvez por esse motivo, os bots não tenham se popularizado ainda mais, embora existe evidentemente uma demanda muito grande pelo serviço.

Porém, entre as várias empresas que fornecem e desenvolvem bots de alta sofisticação para o mercado jurídico, a OYSTR aparece como uma das mais focadas nesse seguimento. Com mais de cem bots disponíveis para acesso imediato via plataforma web, os bots da OYSTR atendem desde necessidades genéricas, como acesso automatizado a todos os tribunais eletrônicos (PROJUDI, PJE, E-SAJ…), a projetos alinhados com as necessidades específicas de gestão de escritórios, departamentos jurídicos e órgãos públicos.

Além dos bots que podem ser contratados sob demanda, os bots de tribunais e de portais já disponíveis da OYSTR podem ser contratados para utilização imediata e são de simples utilização, e baixo custo. O próprio usuário gerencia o envio ou solicitação de informação por meio do painel de controle, e recebe tem acesso ao todos os resultados e relatórios no mesmo ambiente.

A maioria das grandes bancas nacionais certamente já faz uso de alguns bots, mas a perspectiva é de uma utilização cada vez mais horizontal dessa tecnologia, o que certamente propiciará uma grande economia de tempo e dinheiro para os advogados.

Abaixo alguns dos bots  já disponíveis na OYSTR:

TRIBUNAIS:

– PROJUDI PR/MT/BA/RR:  Consulta e abertura de intimações, dados básicos do processo, movimentações processuais com documento, peticionamento.

– ESAJ SP/AM/SC: Movimentações com documento.

– PJe (todos os TRT’s): Informações de processo e movimentações com documento.

– PJe (Estaduais): Movimentações com documento.

– TRT 9a (Escritório Digital) – Consulta de andamentos com documentos.

– TJPR: emissão de guias de distribuição + Taxa Judiciária.

– Caixa econômica: emissão de DJ, geração de guia e consulta de pagamentos.

– TJSP: emissão de guias.

PORTAIS:

– ITAÚ (Pjur).

– SANTANDER (Benner e Exyon).

– BANCO DO BRASIL (BBJUR).

– BANCO VOTORANTIM (Exyon).

– TIM (Benner).

– OI (Sisjur).

– VIVO (Processum).

– PDG (Tedesco).

– FEMSA (Espaider).

– UNIMED (Espaider).

– Walmart (Tedesco)

– Lojas Renner (ISJ).

– Renault (Benner.)

– Seguradora Líder.

– Petrobras.

E você, ja pensou em ter um robô jurídico? Conte para a gente o porque.

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