Como o advogado deve se posicionar em 2021

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O ano de 2021 trouxe uma série de desafios para a advocacia, e o advogado de 2021 precisa se posicionar referente a isso, que continua em trabalho remoto como a maioria das atividades. Até que tenhamos segurança para retomar o exercício profissional de maneira presencial, os advogados continuarão em suas casas.

Mas essa continuidade do home office reforça um posicionamento que começou ainda em 2020: a necessidade da automatização de tarefas e a advocacia humanizada.

Confira a seguir como o advogado deve se posicionar em 2021.

#Ficar de olho nas inovações e nas tecnologias integradas

Ainda que seja um mercado conservador, o Direito vem integrando inovações e tecnologias em seus processos. Já não falamos mais na adoção de softwares jurídicos, porque isso faz parte da rotina da maior parte dos escritórios de advocacia. Estamos falando da aplicação de diversas inovações com foco em pessoas. É a chamada Advocacia 5.0.

Você se lembra do conceito de Legal Design? Em outra oportunidade, conceituamos o Legal Design como sendo uma forma “de aplicar princípios do design em outras áreas de negócio, tendo como pilares a simplicidade, experiência do usuário e o foco no ser humano e na inovação”.

Na prática, o advogado se coloca no lugar de um cliente, que não entende de termos jurídicos, ao apresentar uma solução para o problema dele. Ao invés de explicar o andamento processual em “juridiquês”, basta um PDF com um fluxograma intuitivo.

Soma-se a isto o fato de que os profissionais devem utilizar ferramentas que se adaptam à sua rotina, e não o contrário. Esse é o conceito de tecnologia integrada, cujo foco é a usabilidade para promover produtividade.

Vale ainda mencionar inovações jurídicas, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que deve alavancar as posições no mercado de Direito Digital. Ficar de olho nessas inovações e nas tecnologias integradas é uma maneira importante para o advogado se posicionar em 2021

#Automatizar rotinas e BackOffice

Um estudo da FGV sobre o futuro das profissões jurídicas identificou, ainda em 2020, a raridade das tarefas de BackOffice realizadas por paralegais e secretárias na rotina da advocacia.

  • Elaboração de relatórios;
  • Petições simples;
  • Registro de informações;

Já são atividades realizadas por softwares ou ferramentas específicas.

Quem ainda não se adequou a essa nova realidade com o uso de tecnologias, está perdendo espaço para a concorrência. Isso porque a automatização de rotinas e do BackOffice permite aos profissionais focar em atividades que impactam nos resultados e na qualidade do escritório. Se em 2020 passamos a ter um maior número de escritórios digitais, em 2021 há uma consolidação desse modelo. A automatização de rotinas e do BackOffice, então, se tornou ainda mais relevante.

#Praticar a advocacia humanizada

Advogados são profissionais que devem ter como objetivo principal a realização do direito de seu cliente. Isso demanda diálogo, empatia e envolvimento, pois ninguém busca um escritório de advocacia se não tiver uma situação para resolver.

Neste contexto, surge a prática da advocacia humanizada. Essa forma de atuação se baseia em um olhar global sobre tudo que envolve determinado processo. A partir dessa postura, o advogado consegue enxergar as reais motivações e necessidades dos clientes.

Mas além de a humanização na advocacia contribuir diretamente para satisfação dos clientes, ela traz outros benefícios, como:

  • Mostra a visão do gestor sobre qual o foco do escritório de advocacia, que seria os profissionais e os clientes;
  • Motiva e engaja os colaboradores com as atividades, pois eles entendem que seu trabalho é valorizado;
  • Promove o alinhamento das equipes, pois todas elas sabem que a humanização é o norte;

#Desenvolver novas habilidades comportamentais

Por fim, em nossa visão, vale destacar outro posicionamento importante do advogado em 2021: o desenvolvimento de habilidades comportamentais. Atuar somente de forma operacional já não é o bastante, visto que a tecnologia assumiu muitas dessas atividades.

Diante disso, os profissionais devem buscar habilidades que os capacitem para lidar com essa nova demanda do mercado. Em outras palavras, é preciso desenvolver habilidades socioemocionais para atuar com advocacia humanizada, além de investir em conhecimentos tecnológicos.

Considerando que o escritório, no contexto de trabalho remoto, tem atividades espalhadas, há necessidade de se firmar uma nova estrutura de gestão. E ela não é verticalizada. A gestão deve ser participativa, colaborativa e acolhedora. E tudo isso pode ser desenvolvido a partir de habilidades comportamentais e tecnologias.

Para se posicionar de forma destacada no mercado jurídico em 2021, o advogado deve ter um olhar humanizado e inovador. Existem diversos recursos e ferramentas para viabilizar o escritório digital, ao mesmo tempo em que capacita o profissional para lidar de forma humana com o cliente.

Em que pé está seu escritório?

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